Como a disfunção da prolactina afeta a infertilidade?


compartilhe esse post.

A prolactina é um hormônio secretado pela glândula hipófise, conhecido como o hormônio do leite humano, visto que a principal função dele é estimular o crescimento e desenvolvimento das glândulas mamárias durante a gravidez e a produção do leite materno após o parto. A produção desse hormônio pode estar aumentada em algumas mulheres (hiperprolactinemia), gerando diversas consequências, dentre elas a infertilidade feminina.

A hiperprolactinemia é encontrada em aproximadamente 0.5% da população geral e em aproximadamente 15-20% das mulheres com infertilidade. Trinta por cento das mulheres não gravidas que apresentam galactorreia (saída de leite pelas mamas) apresentam hiperprolactinemia e cerca de 75% das mulheres com galactorreia e atraso menstrual apresentam hiperprolactinemia.

A hiperprolactinemia pode levar à infertilidade por promover alterações na produção dos hormônios FSH e LH, responsáveis pela ovulação. Isso resulta em quadros de anovulação (ausência de ovulação), com alterações do ciclo menstruais, que se apresentam ausentes ou menos frequentes. Sendo assim, a infertilidade pode também estar presente.

disfunção da prolactina e infertilidade

O que causa a disfunção da prolactina?

A alteração hormonal pode ser causada por diversos motivos, entre eles:

  • O uso de medicamentos que podem aumentar a produção da prolactina, tais como antipsicóticos (risperidona ou haloperidol) ou antidepressivos, até mesmo, remédios de uso mais rotineiro, como antienjôos (cimetidina e metoclopramida) e anti-hipertensivos (metildopa);
  • Condições fisiológicas, tais como a gravidez, amamentação, sono, estresse, atividade sexual e estimulo mamilar, que pode ocorrer durante as relações sexuais, e também aumenta a prolactina;
  • Condições patológicas (doenças), tais como tumores da glândula hipófise, hipotireoidismo, insuficiência renal e hepática, síndrome dos ovários policísticos, entre outras.

Quais são os sintomas da hiperprolactinemia?

O quadro clinico é bastante variável. A mulher pode apresentar-se assintomática ou com um quadro bastante exuberante. OS principais sintomas são:

  • Ausência de ciclos menstruais ou atrasos menstruais importantes, causada pelas alterações dos níveis hormonais;
  • Galactorreia (saída de leite pelas mamas) está presente em 90% das mulheres com hiperprolactinemia;
  • Infertilidade devido as alterações do ciclo menstrual;

Alterações de campo visual (área que é visível com os olhos fixados em determinado ponto), devido a presença de tumores de hipófise.

Como é feito o diagnóstico da hiperprolactinemia?

Para o diagnóstico da hiperprolactinemia, é necessária apenas uma dosagem de prolactina acima do valor limite do laboratório. As amostras devem ser coletadas em jejum, com intervalo de pelo menos 1 hora após o despertar. Os níveis de prolactina podem ajudar a determinar a causa da hiperprolactinemia. Valores mais elevados geralmente estão relacionados com condições patológicas (doenças). Exames de imagem podem ser necessários para avaliar tumores hipofisários. Nos casos de tumores grandes de hipófise (>1cm), também são necessárias a campimetria e a avaliação do neurocirurgião.

Existe tratamento para engravidar em casos de hiperprolactinemia?

Em alguns casos a disfunção da prolactina pode ser tratada por meio de medicamentos. Caso o nível do hormônio seja estabilizado, as mulheres que se encontram ainda em idade fértil, podem ter as funções ovarianas retomadas, assim como as menstruações e a fertilidade.

Nos casos mais graves, geralmente associados a dosagens mais altos de prolactina, nos quais é identificado um tumor na hipófise (adenoma) afetando a produção da prolactina, o tratamento é cirúrgico e, na maioria dos casos, a paciente tem as funções ovulatórias e capacidade fértil recuperada.

No entanto, caso a mulher passe pelo tratamento adequado, seja medicamentoso ou cirúrgico, e mesmo assim não consiga obter a gravidez, é possível que a causa da infertilidade esteja associada a outra condição. Entretanto, isso não impede que ela engravide por meio de um tratamento de reprodução humana, como a fertilização in vitro, por exemplo.

Se a paciente com histórico de hiperprolactinemia engravidar, o acompanhamento pré-natal deverá ser mais atencioso do que em outros casos, visto que durante a gravidez o organismo da mulher passa por muitas alterações, inclusive hormonais.

Caso um casal suspeite de infertilidade, após um período de doze meses de tentativas sem sucesso, é indicado buscar um especialista em reprodução humana para avaliar a fertilidade do casal e, consequentemente, descobrir o motivo da dificuldade para engravidar. Se for confirmada a disfunção da prolactina, cabe ao profissional indicar o tratamento ideal.

Agende sua consulta



Redes Sociais

Confira as novidades da Mater Prime nas nossas redes sociais e compartilhe com seus amigos.


© 2015 - Desenvolvido por WSI