Como são formados os embriões aneuploides?


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Infelizmente existem muitas mulheres que sofrem de abortamento espontâneo antes da 22ª semana de gestação. Este número chega
a 25% das gestações. A grande maioria dos casos está relacionado ao desenvolvimento de embriões aneuploides. Saiba melhor o que são estes embriões, como se formam e como técnicas utilizadas em tratamentos de reprodução humana assistida podem auxiliar na identificação.

Embrião aneuploides

O que são os embriões aneuploides?

Acometidos de alterações chamadas de aneuploidias cromossômicas, um embrião aneuploide é caracterizado quando o feto passa a se desenvolver com um número anormal de cromossomos. Na maior parte dos casos, os embriões que apresentam aneuploidias não chega a se implantar no endométrio, sendo eliminados naturalmente pelo organismo feminino, caracterizando um episódio de abortamento espontâneo.

Quando há um cromossomo a mais, a anomalia é chamada de trissomia, já nos casos em que falta um cromossomo é nomeado de “monossomia”. Existem também aneuploidias resultantes de alterações na estrutura dos cromossomos.

Qualquer gravidez pode resultar em um embrião aneuploide, simplesmente por uma alteração na formação do esperma ou do óvulo. Ainda que um casal possa ter um embrião com aneuploidia, a probabilidade aumenta devido à idade da mãe.

Qual a relação entre embriões aneuploides e a idade materna?

Ao contrário dos homens, com relação aos espermatozoides, o organismo feminino não produz óvulos ao longo da vida da mulher. Ela já nasce com uma contagem de óvulos, que ficam armazenados nos ovários.

Os óvulos são formados a partir de uma célula mãe que, originalmente possui 46 cromossomos, contudo, conforme a mulher vai envelhecendo, seus óvulos também ficam mais velhos. Este processo faz com que a quantidade dos óvulos diminua gradualmente com o passar doas anos e interferem diretamente no processo de divisão cromossômica.

Portanto, óvulos mais velhos liberados na ovulação possuem maiores chances de apresentarem má divisão cromossômica, contendo cromossomos a mais ou a menos do número normal (23). Caso estes óvulos sejam fecundados, formarão embriões aneuploides.

Confira uma breve relação entre a idade materna e o risco de aneuploidias:

Idade Materna

Risco do Aneuploidias

Embriões ¹

Nascidos ²

Até 34 anos

21 – 66%

< 0.5%

Entre 35 e 37 anos

44 – 70%

0.5 – 1%

38 anos ou mais

55 – 80%

1 – 20%

O que as aneuploidias podem causar?

As alterações cromossômicas podem causar falhas na implantação embrião, episódios de abortamento espontâneo, partos prematuros e cromossopatias, como:

  • Síndrome de Down;
  • Síndrome de Turner;
  • Síndrome de Edwards etc.

Contudo, é possível identificar aneuploidias por meio do Teste PGD (Diagnóstico Pré-Implantacional), que avalia as células do embrião antes de transferi-lo para o útero materno, bem como selecionar embriões “normais” realizando o Teste PGS (Preimplantation Genetic Screening), ambos procedimentos muito utilizados em tratamentos de fertilização in vitro.



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