Congresso de Reprodução Humana apresenta principais alternativas para a área – Parte 1


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Dr. Giuliano participa de Congresso de Reprodução Humana

Entre os dias 14 e 17 de junho o especialista em reprodução humana da Mater Prime, Dr. Giuliano Bedoschi participou do Congresso da Sociedade Europeia de Reprodução Humana (ESHRE), em Lisboa (Portugal), o principal evento europeu da área. Com muitas novidades e estudos pioneiros, houveram diversas mesas de debate com abordagem de temas como:

  • Receptividade endometrial;
  • Fatores preditivos de infertilidade feminina;
  • Técnicas para melhor resposta ovariana em pacientes com baixa reserva ovariana;
  • Preservação da fertilidade.

Com o objetivo de trazer os conhecimentos adquiridos à prática cotidiana da Mater Prime, é interessante saber o que há de mais recente nas pesquisas atuais e em quais casos elas podem ser aplicadas para aumentar as chances de sucesso dos tratamentos realizados, explica o especialista.

Receptividade endometrial

As pesquisas e os investimentos na área da reprodução humana nesses últimos 10 anos foram voltadas para aprimorar a qualidade do embrião. Atualmente contamos com técnicas modernas que são capazes de dar suporte ao desenvolvimento do embrião até o quinto ou sexto dia de desenvolvimento (cultivo estendido até o estágio de blastocisto), observando nesses dias quais embriões tem maior chance de oferecer uma gravidez através do uso da tecnologia do time-lapse, além da realização do estudo genético do embrião, capaz de revelar com antecedência se esse embrião é geneticamente normal ou não.

Mesmo com um foco tão grande na melhoria do desenvolvimento do embrião, em alguns casos ainda não se consegue a gravidez. Isso pode ocorrer por alteração na receptividade do endométrio. No primeiro dia do Congresso foram então discutidas técnicas que possam melhorar a fixação do embrião no útero.

Entre as pesquisas apresentadas, algumas discutiam a realização da biopsia endometrial ou “injúria endometrial”, nome pelo qual o procedimento também é conhecido. Esse procedimento consiste na realização da biópsia do endométrio no ciclo menstrual anterior ao do tratamento, por meio da utilização de um catéter de biópsia (pipelle) em consultório ou através da histeroscopia diagnóstica. Essa biópsia pode aumentar a produção de alguns marcadores inflamatórios e de algumas substâncias que favorecem a implantação do embrião no ciclo de tratamento da Fertilização In Vitro (FIV).

Os estudos ainda são contraditórios, alguns demonstrando benefício dessa técnica e outros não. Atualmente busca-se compreender qual grupo de mulheres pode ser efetivamente beneficiado com a injúria endometrial. Segundo as pesquisas recentemente apresentadas, acredita-se que o procedimento traz mais benefícios para mulheres que realizaram pelo menos uma tentativa de FIV, sem obter sucesso. Assim, realizando a injúria endometrial antes da segunda tentativa, essas mulheres teriam mais chances de engravidar. Vale lembrar que mulheres que tentam a FIV pela primeira vez aparentemente não teriam o mesmo grau de benefício.

Outro assunto debatido nessa sessão foi na área de biologia molecular. Atualmente contamos com o teste ERA (Endometrial Receptivity Array), onde a mulher é preparada como se fosse receber o embrião, mas ao invés da transferência do embrião, é realizada uma biópsia do endométrio. Esse material coletado é enviado para uma análise laboratorial onde será avaliado se o endométrio está pronto para receber o embrião ou não, de acordo com os genes expressados no momento da biópsia, que indicam o grau de receptividade endometrial. Esse exame é indicado para casos de mulheres que não conseguiram engravidar mesmo fazendo tratamentos com embriões considerados excelentes para geração da gravidez. “Nem sempre um endométrio de quinto dia está preparado para receber um embrião de quinto dia”, explica o Dr. Giuliano Bedoschi, reafirmando a importância de personalizar o tratamento para as necessidades específicas de cada paciente.

A espessura endometrial é outro fator que deve ser considerado antes de realizar a transferência do embrião, afirma um estudo apresentado nessa sessão do Congresso. Não há uma espessura máxima que possa ser prejudicial para a transferência do embrião, no entanto a espessura mínima para trabalharmos com boas chances de gravidez é de 7 milímetros de espessura. Quando há um crescimento menor que de 7 mm, a paciente deve considerar junto ao médico o cancelamento da transferência do embrião e avaliar outras técnicas de preparo do endométrio.

No caso de pacientes que possuem baixas taxas de sucesso no crescimento endometrial, um dos estudos apresentados sugeriu o uso do tocoferol e da pentoxifilina, que ministrados duas vezes ao dia apresentariam benefícios para mulheres nas quais a espessura endometrial não é suficiente para a transferência dos embriões. Essas substâncias apresentaram melhores taxas de crescimento endometrial, melhorando as taxas de gravidez entre essas pacientes.

“Tanto a injúria endometrial, como o teste genético (ERA) são técnicas realizadas pela Mater Prime. Além disso estamos avaliando o uso da pentoxifilina e do tocoferol para melhorar a espessura endometrial em mulheres com endométrio fino após o preparo rotineiro. Todas as técnicas discutidas no congresso podem ter aplicação clínica na nossa rotina”, explica o Dr. Giuliano Bedoschi.

Na segunda parte da série sobre a presença do Dr. Giuliano Bedoschi no Congresso Europeu serão abordados temas como: fatores preditivos de infertilidade feminina, resposta ovariana, ciclo de fertilização in vitro e preservação da fertilidade.

Confira a segunda parte da série

 



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