Duo Stim – Técnica que pode aumentar as chances de gravidez para más-respondedoras


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O termo más-respondedoras refere-se às pacientes que apresentam um menor número de óvulos coletados em um ciclo de tratamento de fertilização in vitro (FIV). Geralmente essas mulheres recebem protocolos de estimulo ovariano com doses maiores de medicamentos na tentativa de obterem um maior número de óvulos na coleta.

Os testes de reserva ovariana (contagem de folículos antrais, hormônio anti-Mülleriano, dosagem de FSH e estradiol basais) podem estimar o número de óvulos que determinada mulher conseguirá resgatar após a realização do estímulo ovariano. Apesar de não existir um consenso em relação ao diagnóstico de má-respondedora, a maioria dos especialistas em reprodução humana consideram uma paciente como má respondedora quando ela apresenta menos do que quatro óvulos maduros no momento da captação.

Idealmente, um ciclo de estimulo ovariano com coleta de óvulos deve objetivar coletar algo entre 8 a 14 óvulos maduros para utilizarmos na fertilização in vitro. Isso possibilita que o casal em tratamento trabalhe com chances máximas de sucesso no ciclo específico de tratamento. A coleta de um número menor do que 4 óvulos pode reduzir de maneira significativa as chances de sucesso do casal, pois esse número de óvulos pode não ser suficiente para formarmos embriões de boa qualidade para serem transferidos ao útero. Nesse sentido, algumas técnicas podem ser utilizadas para otimizar as chances de sucesso do casal.

Uma estratégia muito realizada nesse cenário consiste em ciclos de estimulo ovariano e coleta de óvulos sucessivos (2 ou 3 coletas de óvulos) para congelamento de óvulos a fim de montar um banco de óvulos de 8 a 14 óvulos maduros antes de realizar a fertilização in vitro. Isso pode ocorrer com a realização do estimulo ovariano tradicional ou, até mesmo, com o Duo Stim, que pode apresentar ótimos resultados e aumentar as chances de gravidez nesses casos.

Duo Stim

O que é Duo Stim ou Duplo Estímulo?

O estimulo ovariano tradicional sempre é iniciado no inicio do ciclo menstrual (logo no começo do fluxo menstrual). Alguns pesquisadores idealizaram a realização do estimulo ovariano em diferentes fases do ciclo menstrual, tal como iniciar o estimulo ovariano após a ovulação (na metade do ciclo menstrual). Esse estratégia foi inicialmente descrita nos tratamentos de preservação de fertilidade para pacientes oncológicas, pois esses mulheres não poderiam esperar o início do fluxo menstrual para iniciar o estimulo ovariano pois isso poderia atrasar o início da quimioterapia e diminuir significativamente as chances de sucesso do tratamento oncológico.

O Dr. Giuliano Bedoschi foi um dos idealizadores do estimulo ovariano em diferentes fases do ciclo menstrual e publicou um dos primeiros estudos no mundo sobre o assunto. Esse artigo científico do Dr. Giuliano Bedoschi atualmente é utilizado como referência em diversos outros artigos médicos, citado mais de 50 vezes por outros pesquisadores, sendo referência inclusive do documento sobre preservação da fertilidade da sociedade americana de reprodução humana. Após a demonstração do sucesso desse protocolo de estímulo ovariano em diferentes fases do ciclo menstrual, diversos pesquisadores começaram a utiliza-lo em outros cenários, tal como em mulheres com diagnóstico de má-respondedora, também demonstrando sucesso nessas situações.

O Duo Stim ou Duplo Estímulo consiste na realização do estimulo ovariano em dois momentos dentro do mesmo ciclo menstrual: Primeiro, no início do ciclo menstrual, tal como ocorre tradicionalmente em ciclos de FIV clássicos. Segundo, 3 a 5 dias após a coleta de óvulos, na fase pós-ovulatória (lútea) do mesmo ciclo de tratamento. Com isso podemos formar um banco de óvulos, mas sem a necessidade de utilizar mais de um ciclo ovulatório da paciente, otimizando o tempo necessário para conseguirmos atingir o número de óvulos desejado ao tratamento. Em outras palavras, é um protocolo de estímulo ovariano duplo, no qual o segundo estímulo é realizado durante a fase lútea (última fase do ciclo ovulatório), fazendo com que outros folículos, que não estavam prontos para a maturação no primeiro estímulo, amadureçam, aumentando o número de óvulos captados para a FIV.

Como o Duplo Estímulo aumenta as chances de gravidez?

Devido permitir uma segunda indução ovariana dentro do mesmo ciclo ovulatório da paciente, o Duo Stim gera uma quantidade maior de ovócitos captados do que se fosse realizada apenas uma indução, como ocorre em respondedoras normais. Quando se aumenta a quantidade de óvulos coletados, aumentam também, as chances de sucesso do tratamento de fertilização in vitro, visto que o número de óvulos captados é diretamente relacionado à quantidade de embriões resultantes. Quanto mais embriões de boa qualidade resultarem da FIV, maiores são as chances de implantação e, consequentemente, de gravidez.

Além disso, o acumulo de óvulos ocorre em um espaço de tempo menor, o que pode ser primordial para pacientes com má-resposta, em que o número de óvulos pode diminuir de maneira significativa em questão de meses.

Apesar de o protocolo de indução ovariana de Duplo Estímulo apresentar diversos benefícios, como não precisar submeter a paciente com baixa reserva ovariana a um novo protocolo de estímulo no ciclo seguinte, apenas um especialista em reprodução humana poderá confirmar se a técnica é ideal para o caso, avaliando as particularidades da paciente.

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