Exames hormonais para diagnosticar a infertilidade


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Os exames hormonais realizados para diagnosticar a infertilidade são um importante recurso para identificar as causas da dificuldade de engravidar nas mulheres. A partir deles é possível tomar conhecimento de diferentes doenças, como diabetes, ovários policísticos e problemas na tireoide.

Portanto, ao procurar um especialista em reprodução humana para relatar dificuldades de engravidar, o médico pode solicitar os exames hormonais antes de partir para procedimentos mais complexos na investigação da infertilidade.

Identificamos 6 exames hormonais nas mulheres que ajudam a compreender as causas da infertilidade, visando um tratamento mais adequado para o caso. Confira!

6 exames hormonais para diagnosticar a infertilidade feminina

A desregulação de alguns hormônios pode estar associada a problemas que causam a infertilidade feminina, como a ausência ou inadequação da ovulação. Assim, exames de sangue podem ajudar a identificar esses fatores. Conheça alguns deles.

1. LH e FSH

O hormônio luteinizante (LH) e o hormônio folículo estimulante (FSH) atuam no amadurecimento e liberação do óvulo, sendo por meio deles que ocorre o crescimento do folículo, revestimento que envolve o óvulo antes da ovulação.

O FSH, quando produzido em níveis elevados, pode ser responsável por uma menor reserva ovariana, insuficiência hormonal dos ovários ou também pela falência ovariana.

2. Progesterona

A progesterona é um hormônio produzido no ovário na segunda metade do ciclo menstrual, portanto, depois da ovulação, sendo esse período conhecido como fase lútea. Ele é responsável por preparar o endométrio para receber um possível embrião e tornar viável a implantação do embrião na parede uterina.

Quando a progesterona apresenta-se com níveis baixos no organismo, principalmente entre os dias 21º e 22º do ciclo menstrual, é possível diagnosticar problemas como ausência de ovulação ou insuficiência da fase lútea, o que impossibilita a implantação do embrião.

3. TSH – tireoide

O hormônio estimulante da tireoide (TSH) é um importante fator no momento de engravidar. Ele atua em conjunto com hormônios reprodutivos, como a progesterona, para garantir um funcionado correto dos ovários e também atua no amadurecimento dos óvulos.

Quando a glândula da tireoide apresenta desequilíbrios, como a produção excessiva de hormônios, conhecido como hipertireoidismo, ou insuficiente, o hipotireoidismo, ocorrem distúrbios na ovulação, prejudicando as chances de engravidar da mulher.

4. Prolactina

Além de desempenhar um papel importante durante a amamentação, a prolactina é um hormônio que atua diretamente nas chances de concepção. Durante o ciclo menstrual, ela é responsável pelo hormônio que libera a gonadotrofina (GnRH), que, por sua vez, funciona regulando a liberação dos hormônios FSH e LH.

Os níveis de prolactina aumentam antes da menstruação e depois normalizam. Entretanto, quando apresenta níveis elevados no organismo, o excesso desse hormônio pode influenciar a infertilidade, provocando irregularidades menstruais e também a anovulação crônica, que consiste na ausência de ovulação.

5. Hormônio antimulleriano (AMH)

O hormônio antimulleriano é produzido pelas células da granulosa de folículos antrais e pré-antrais no ovário e os níveis dele podem ser medidos por exame de sangue. Uma vez que ele é produzido pelos folículos em crescimento ou com potencial de crescimento, permite acompanhar a reserva ovariana, pois indiretamente indica a quantidade e a qualidade dos folículos ainda existentes nos ovários.

É comum que os níveis de AMH diminuam com a idade, sendo que próximo da menopausa podem chegar a quase zero. No diagnóstico da infertilidade, níveis baixos de AMH podem significar mais dificuldade para obter óvulos de qualidade em ciclos naturais e também menor resposta à estimulação ovariana em ciclos de fertilização in vitro.

6. Inibina B

A inibina B é um hormônio produzido pelos folículos ovarianos, funcionando como um marcador da atividade ovariana e indicando a quantidade de óvulos obtidos. Os níveis mais elevados ocorrem na fase folicular entre o 7º e o 12º dia do ciclo menstrual, com pico durante a ovulação e queda na fase lútea.

Quando identificado níveis baixos de inibina B a mulher apresenta uma menor reserva ovariana, que pode se responsável pelas maiores dificuldades de engravidar e, inclusive, infertilidade.

Os exames hormonais durante a investigação do diagnóstico da infertilidade feminina são muito importantes para indicar qual a causa do problema e identificar quais os tratamentos mais apropriados considerando a causa da infertilidade.



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