Síndrome dos Ovários Policísticos


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Síndrome dos ovários policísticosou micropolicísticos (SOP) é caracterizada por alterações hormonais que impedem a gravidez de forma natural. Essas alterações promovem a ausência de ovulação, trazendo irregularidade nos ciclos menstruais. A Síndrome dos Ovários Policísticos afeta 6% a 10% das mulheres em idade reprodutiva. É a principal causa de anovulação crônica e representa cerca de 30% dos casos de infertilidade conjugal.

Geralmente, as mulheres com SOP apresentam ciclos menstruais com intervalos maiores de 35 dias e muitas só menstruam após uso de medicamentos. Além das alterações nos ciclos menstruais, a SOP ocasiona alterações da pele (acne e hirsutismo) e alterações metabólicas importantes (obesidade, diabetes e risco de câncer de endométrio).

Diagnóstico

O diagnóstico da SOP é definido pela presença de 2 dos seguintes fatores:

  • Irregularidade menstrual, com ciclos de intervalos longos;
  • Presença de múltiplos cistos visíveis através de ultrassonografia;
  • Hiperandrogenismo: características clínicas ou laboratoriais de aumento dos hormônios masculinos.

Com esses critérios, temos 2 observações importantes: a primeira é que mesmo mulheres que menstruam mensalmente podem ter a SOP e somente a presença de ovários policísticos ao ultrassom sem as outras alterações não caracterizam a síndrome.

A causa da SOP ainda permanece desconhecida, mas sabe-se que esses distúrbios na produção dos hormônios aumentam os níveis dos hormônios masculinos (androgênios) e da resistência à insulina. O aumento dos hormônios masculinos promove maior oleosidade da pele (seborréia), queda de cabelos (alopecia), acne e aumento dos pelos em regiões não habituais, como queixo, tórax, coxas e dorso (hirsutismo). Já a alteração da ação da insulina pode favorecer o aparecimento de diabetes e obesidade. Com todas essas irregularidades, as mulheres que possuem a síndrome não são tratadas têm maior risco para problemas cardiovasculares (infarto do miocárdio e AVC) e câncer de endométrio num momento futuro de suas vidas.

Síndrome dos Ovários Policísticos e Infertilidade

A SOP é responsável por aproximadamente 30% dos casos de infertilidade feminina. Acredita-se que cerca de 2,5 milhões de mulheres brasileiras apresentam a síndrome. O tratamento inclui medidas gerais como dieta adequada e atividades físicas, visando perda de peso e melhor resposta aos medicamentos.

O tratamento de escolha para as pacientes que desejam engravidar é a indução da ovulação com citrato de clomifeno, acompanhado da monitorização ultrassonográfica da resposta ovariana. A dose deve ser ajustada pelo médico para que haja uma resposta adequada e evitar hiperestímulo ovariano. O risco de gestação gemelar com essa medicação é baixo, mas pode acontecer em 5% dos casos.

Para as pacientes com SOP e que apresentam resistência à insulina, o medicamento utilizado é a metformina, associado ou não ao citrato de clomifeno. Nos casos em que não houve resposta satisfatória a essas medicações, utiliza-se os hormônios injetáveis (FSH) para estimulação ovariana e o hCG para o disparo da ovulação.

Os tratamentos em reprodução assistida para pacientes com Síndrome dos Ovários Policísticos mais indicados são o coito programado (namoro programado) e ainseminação artificial intrauterina – a depender da ausência de outros fatores relacionados à infertilidade do casal.



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