O que é a Falência Ovariana Precoce (FOP)?


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Também chamada de menopausa precoce, a Falência Ovariana Precoce (FOP) é caracterizada quando a mulher apresenta amenorreia (ausência da menstruação), por um período de aproximadamente 12 meses antes mesmo da mulher completar 40 anos. De acordo com especialistas em reprodução humana, ela representa a perda da função ovariana, ou seja, as mulheres apresentam alterações em diversos hormônios e, consequentemente, param de liberar óvulos de qualidade até simplesmente pararem de ovular, gerando a infertilidade feminina, ou seja, tornando-se inférteis.

Em algumas situações a Falência Ovariana Precoce também pode ser chamada de Insuficiência Ovariana Precoce (IOP), nome muitas vezes considerado o mais apropriado, pois nem sempre a mulher para de ovular nessa fase, passando, primeiramente pelo período conhecido como baixa reserva ovariana.

infertilidade feminina - falência ovariana precoce

Quais os principais sintomas da FOP?

Os principais sintomas apresentados por mulheres acometidas pela Falência Ovariana Precoce estão diretamente ligados à insuficiência do estrogênio, principal hormônio de controle da ovulação. São eles:

  • Irritabilidade e dificuldade de concentração;
  • Irregularidade nos ciclos menstruais (intervalos ou ausência do sangramento);
  • Sudorese noturna;
  • Secura vaginal;
  • Fogachos (ondas de calor frequentes);
  • Desejo sexual hipoativo.

Ao observar qualquer um desses sintomas, toda mulher com aproximadamente 40 anos, deve procurar um médico especialista que irá solicitar exames a fim de analisar a capacidade reprodutiva dela. Apenas um profissional poderá confirmar se a paciente está realmente entrando em FOP, que gera a menopausa prematura.

Qual a relação entre a FOP e a infertilidade feminina?

As mulheres já nascem com uma quantidade determinada de óvulos e, ao longo dos anos, esse número reduz. Ao atingir 30 anos a fertilidade feminina começa a declinar progressivamente até a reserva ovariana praticamente zerar. Nesse meio tempo, conforme a reserva vai baixando, a qualidade dos óvulos liberados também é impactada, aumentando as taxas de infertilidade ou, caso a mulher libere óvulos de baixa qualidade e engravide, as chances de formar embriões aneuploides. Aos 38 anos, cerca de 75% do estoque de óvulos (folículos) já foi perdido, sendo que as pacientes com FOP podem apresentar essa baixa reserva antes dos 32 a 35 anos.

Confira a relação entre a idade feminina e a taxa de infertilidade:

infertilidade feminina e a idade

Esses números são baseados em mulheres que não apresentam a Falência Ovariana Precoce. As que são acometidas pela FOP geralmente já nascem com a reserva ovariana mais baixa do que as demais, tornando-se inférteis ainda mais cedo.

Como é o diagnóstico da FOP?

Ao buscar um especialista em reprodução humana, será solicitada uma série de exames para avaliar a situação do sistema reprodutivo feminino. Dentre os resultados que indicam a FOP, a quantidade de hormônio anti-Mülleriano (HAM) e a contagem de folículos antrais (CFA) por meio de ultrassom são os principais indicativos da reserva ovariana da paciente.

O hormônio anti-Mülleriano (HAM) é o responsável por controlar a foliculogênese (formação dos folículos) e essa concentração influencia na quantidade de folículos antrais. Cada folículo desse contém um óvulo, portanto quanto maior a contagem, mais possibilidades de gravidez a mulher apresenta. Analisar essas taxas é indispensável para um diagnóstico de FOP bem como para a orientação do especialista para um tratamento de reprodução assistida.



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