Medicamentos para estímulo ovarino


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Nos tratamentos de reprodução assistida é bastante comum a prescrição de medicamentos para estímulo ovariano visando obter mais óvulos e com mais qualidade durante um determinado período, aumentando a capacidade fértil da mulher.

Os medicamentos podem ser administrados por via oral ou por meio de injeções subcutâneas, sendo que a dosagem deverá ser indicada pelo especialista em reprodução humana responsável pelo caso de acordo com idade, número de folículos ovarianos, peso e altura da paciente.

Por que tomar medicamentos para estímulo ovariano?

O ciclo menstrual consiste em uma série de processos hormonais que resultam na liberação de um único óvulo por ciclo. O início da ovulação se dá no cérebro, no hipotálamo e na hipófise, que coordenam o funcionamento do ovário, tanto para o amadurecimento do óvulo quanto para a liberação do hormônio estrogênio que vai preparar o útero para o desenvolvimento do embrião.

Apesar de conter milhares de óvulos, apenas um é liberado a cada ciclo menstrual. Pode ocorrer a liberação de dois, nos casos de gestação gemelar natural. Entretanto, quando realiza-se um tratamento de reprodução assistida, as chances de fecundação com apenas um óvulo são muito baixas.

O objetivo dos medicamentos para estímulo ovariano é justamente que mais óvulos amadureçam durante um único ciclo menstrual e que tenham melhor qualidade para o desenvolvimento após a fertilização. Em muitos casos, como na fertilização in vitro, eles são coletados para que a fecundação seja realizada fora do corpo da mulher.

Assim, esses medicamentos permitem aumentar as chances de sucesso de um tratamento de reprodução assistida. No caso das “más respondedoras” esses medicamentos não fazem o efeito desejado, sendo situações nas quais o sucesso do procedimento fica comprometido pelo baixo número de óvulos obtidos.

Medicamentos orais

Um dos medicamentos de ingestão oral mais utilizados na indução ovariana é o Citrato de Clomifeno. Ele age na hipófise, de forma a incentivar que seja liberado mais estrogênio no organismo. Ao aumentar os níveis de FSH há um aumento do estímulo ovariano e, por sua vez, mais óvulos são liberados naquele ciclo.

As doses do Clomifeno devem ser definidas pelo médico responsável levando em consideração as características do caso, entretanto são comuns doses entre 50 e 150 mg/dia, durante cinco dias, tendo início entre o 3º e 5º dia do ciclo menstrual.

O medicamento também é indicado em casos de problemas de ovulação, como quando a paciente possui ovários policísticos. No entanto, o Clomifeno possui efeitos colaterais como ser prejudicial ao endométrio, tornando-o pouco receptivo caso a implantação dos embriões ocorra no mesmo ciclo que a ingestão do medicamento.

Por tais razões, torna-se mais indicado pelos especialistas que os embriões sejam congelados por vitrificação e transferidos para o útero em um ciclo seguinte, sem a intervenção de medicamentos.

O médico também pode optar por recomendar um inibidor de aromatase, sendo um dos representantes o Letrozole. Apesar de apresentar menos efeitos colaterais e gerar menos prejuízos ao endométrio, o medicamento é prescrito para algumas situações especificas e normalmente com restrições.

Medicamentos injetáveis

Os medicamentos injetáveis também são bastante comuns nos casos de estímulo ovariano sendo chamados de gonadotrofinas. Devido aos bons resultados que apresentam, são opções mais frequentes em tratamentos de fertilização.

Diferentemente do Clomifeno, as gonadotrofinas contém hormônio FSH ao invés de estimular que ele seja produzido pela hipófise. No mercado existem diferentes tipos de medicamentos com hormônio FSH, como:

  • FSH puro produzido pela técnica recombinante, que tem nos medicamentos Gonal e Puregon seus principais representantes;
  • aqueles que utilizam técnicas de purificação sofisticada, representados pelo medicamente Bravelle;
  • medicamentos que combinam tipos de FSH com LH altamente purificado, como o Menopur;
  • e recentemente foi desenvolvida pelo laboratório MSD uma nova versão de gonadotrofinas, que reduz o número de aplicações necessárias de sete para apenas uma, com o medicamento conhecido como Elonva (Corifolitropina alfa).

Todos esses medicamentos devem ser injetados via subcutânea, sendo que o mais indicado para o caso deverá ser prescrito pelo especialista em reprodução humana avaliando o quadro clínico da paciente e o tratamento de reprodução assistida realizado.

Os medicamentos para estímulo ovariano devem ser tomados seguindo todas as indicações médicas e apenas no período indicado evitando, entre outros efeitos, a síndrome da hiperestimulação ovariana.

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