Modificações epigenéticas nos embriões das receptoras


compartilhe esse post.

Um dos maiores receios quando uma mulher se submete a um tratamento de reprodução assistida que inclui um programa de ovorecepção é “com quem o filho irá se parecer?”. É natural que esta dúvida passe pela cabeça das futuras mamães, mesmo que os especialistas afirmem ter realizado uma minuciosa seleção de doadora de óvulos, buscando uma mulher fisicamente parecida com ela e, de preferência, com o mesmo tipo sanguíneo.

Dúvidas na ovorecepção

Contudo, existem alguns fatores, ligados diretamente ao ambiente onde o embrião se desenvolve, que influenciam diretamente na sua formação, gerando alterações em diversas características, inclusive na aparência. Estas modificações são chamadas de epigenéticas.

O que é epigenética?

O termo é uma junção da palavra grega epi (além) + genética (relativo ao gene), ou seja, são características que vão além da genética.

Os genes são a base da hereditariedade humana e são formados por cadeias de DNA que possuem sequências como as letras de um texto. As alterações epigenéticas são os espaços e a pontuação desse texto. Portanto, apenas somando as características do DNA + a epigenética dele que a sequência de genes faz sentido e pode coordenar todas as funções do desenvolvimento de um ser vivo.

As modificações epigenéticas são as responsáveis pela ativação ou desativação dos genes, chamados de “imprinting genético” ou “imprinting genômico”. Essas ativações são as responsáveis pela formação das características do embrião e são provenientes de estímulos enviados pelo ambiente em que a célula se desenvolve.

Qual a relação entre a epigenética e a recepção de óvulos?

Devido ao imprinting genético depender de sinais enviados pelo ambiente externo do DNA e, tratando-se de uma gestação, esse ambiente ser o útero em que o embrião está se desenvolvendo, é possível afirmar que as características do feto serão influenciadas pelo corpo da mãe que o está gerando.

Portanto, no caso de um programa de ovorecepção, o ácido desoxirribonucleico (DNA), proveniente da fecundação entre o óvulo doado e o espermatozoide do parceiro da receptora, não é o único responsável pelas características do embrião. Os efeitos do ambiente em que ele irá se desenvolver também são fundamentais para a formação do novo ser, como:

  • As condições do útero em que o embrião irá se implantar;
  • A irrigação sanguínea que a placenta receberá;
  • A alimentação da gestante e, consequentemente, a nutrição do bebê;
  • As sensações da futura mãe durante a gestação podem gerar os imprintings genômicos.

Além disso, de acordo com evidências científicas, é durante a fase inicial da vida, caracterizada pelas primeiras 40 semanas, que as características da criança começam a ser moldadas, influenciadas diretamente pelas condições da gestação.

Uma prova da existência das modificações epigenéticas é que embriões provenientes de gametas femininos e masculinos dos mesmos pais geram filhos com características totalmente diferentes.

Portanto, no caso de um tratamento de reprodução humana, se o embrião tivesse se desenvolvido no útero da doadora do óvulo (saiba mais sobre doação de óvulos), geraria uma criança com outras características à que foi gerada no útero da receptora.



Redes Sociais

Confira as novidades da Mater Prime nas nossas redes sociais e compartilhe com seus amigos.


© 2015 - Desenvolvido por WSI