Nova técnica triplicaria eficiência da fertilização in vitro


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Técnica de fertilização in vitro pode aumentar chances de gravidez | Mater Prime

Milhares de casais inférteis podem se beneficiar de um novo procedimento de Fertilização In Vitro (FIV) que pode aumentar consideravelmente as taxas de sucesso da reprodução assistida. Cientistas acreditam que poderão dobrar ou mesmo triplicar a proporção de bebês nascidos em razão do tratamento de fertilidade com uma técnica relativamente simples que faz uma série de fotos em alta resolução dos embriões feitos por Fertilização in Vitro em desenvolvimento. Em média, apenas 24% dos embriões feitos por FIV implantados no útero de uma mulher resultam no nascimento de um bebê. Pesquisadores acreditam que este percentual possa chegar a 78% com a nova técnica de selecionar o melhor embrião.

“Acredito que seja a mais incrível descoberta que tivemos em 30 anos” afirmou Simon Fishel, diretor-executivo do Grupo Care de Fertilização, onde a técnica foi desenvolvida. – Sem que essa seja a intenção, todas as clínicas de Fertilização in Vitro no mundo colocam no útero das mulheres embriões inviáveis, que não resultarão no desenvolvimento de bebês. Esperamos ver uma mudança de paradigma com a nova técnica. Esperamos ver um grande aumento na taxa de nascimentos.

O novo procedimento identifica os melhores embriões a serem implantados no útero com base no tempo que levam para alcançar dois estágios de desenvolvimento considerados fundamentais nos primórdios do ciclo de vida do embrião. Milhares de fotos são tiradas durante os primeiros dias da vida do embrião e essas imagens são usadas para identificar o momento do surgimento de uma cavidade chamada blástula e o momento final em que o embrião deixa sua camada protetora. Cientistas descobriram que quando esse processo leva mais de seis horas, a probabilidade de o embrião ter um número anormal de cromossomos e ser inviável para uma gravidez é muito alto. O estudo preliminar foi publicado na “Reproductive Medicine Online”.

“Nosso trabalho mostrou que podemos facilmente, classificar embriões como de alto ou baixo risco de ter uma anomalia cromossômica. Isso é importante porque é a maior causa de falha na Fertilização in Vitro e abortos” afirmou. “E a beleza dessa técnica é que ela não é invasiva, não interfere no desenvolvimento do embrião”.

Fonte: Globo.com



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