O estresse pode afetar a gravidez?


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O estresse, durante qualquer fase, representa uma diminuição da qualidade de vida, podendo resultar em malefícios diversos para a saúde de homens e mulheres. Ele é caracterizado pelo aumento dos hormônios cortisol e adrenalina no organismo.

O problema tem influências diversas na vida, mas pode impactar também a fertilidade do casal.

Quais são os malefícios do estresse?

O estresse, por si só, já é bastante ruim para o dia a dia, entretanto, ele pode causar males para a saúde que perduram enquanto a situação estressante se mantém. Entre os problemas gerados estão:

  • hipertensão: os níveis elevados de adrenalina no organismo pode aumentar a pressão arterial de forma definitiva;
  • insônia: ocasionada pelos altos níveis de cortisol, hormônio que deixa a pessoa em alerta, pode influenciar o sono, deixando a pessoa ainda mais cansada;
  • transtornos mentais: problemas como ansiedade e depressão podem ser disparados por uma situação contínua de estresse;
  • alterações gástricas: úlcera, gastrite, refluxo, diarreia e outros problemas gástricos podem se desenvolver durante períodos mais difíceis;
  • baixa do sistema imunológico: toda a condição de estresse gera ainda uma queda do sistema imunológico, facilitando o aparecimento de doenças, como gripes, pneumonia e psoríase.

Além dos problemas de saúde relacionados com o estresse, a condição é bastante negativa, principalmente se o casal estiver tentando engravidar.

Como o estresse pode afetar a fertilidade?

Em um estudo realizado por pesquisadores da Ohio State University, nos Estados Unidos, e publicado na revista científica “Human Reproduction”, demonstrou-se que a presença elevada da enzima alfa-amilase que ajuda a identificar o estresse em mulheres prejudica a concepção e reduz em 29% as chances de gravidez a cada mês, quando comparadas com pessoas com níveis normais da enzima.

Também foi identificado que mulheres estressadas têm duas vezes mais chances de serem consideradas inférteis, que é quando não conseguem engravidar durante um ano de tentativas.

Outra consequência do estresse para mulheres que tentam engravidar é que a condição dificulta o amadurecimento do óvulo e o transporte dele até as trompas de falópio. Portanto, cuidar para que o estresse não esteja muito elevado é um passo importante para casais que desejam conceber um filho.

No caso de mulheres que mesmo com altos níveis de estresse conseguiram engravidar, a permanência da condição durante a gestação causa problemas. Os altos níveis de adrenalina e cortisol podem restringir o fluxo sanguíneo na placenta, afetando o crescimento do feto. Essas substâncias também afetam o próprio bebê, sendo importante que a gestante tente manter a calma durante a gravidez.

O estresse na gravidez também é associado com um índice maior de partos prematuros, pois os hormônios liberados causam a contração da musculatura uterina, diminuindo a vascularização.

Dicas de relaxamento

Se a rotina estiver estressante, algumas técnicas e hábitos podem ajudar a aliviar a tensão, acalmando e ajudando a combater o estresse. Entre os primeiros hábitos que podem ser mudados está a alimentação. Uma dieta balanceada e rica em nutrientes como frutas, legumes e verduras, vai ajudar a manter o dia a dia mais leve.

Outra forma de relaxar é realizando alguma atividade física de que goste. Os exercícios ajudam a dormir melhor, além de manter a disposição durante o dia, o que pode ser difícil para pacientes que sofram de estresse crônico.

A realização de massagens, meditação e controle da respiração também ajudam a acalmar em alguns momentos de afloramento do estresse.

Por mais que a rotina esteja congestionada, encontrar algumas horas por dia para relaxar e fazer algo que lhe dê prazer é essencial para que a motivação se sobreponha ao pessimismo.

Caso esteja muito estressada e queira engravidar, procurar um médico especialista em reprodução humana é uma alternativa para informar-se sobre a condição e tratá-la para que não haja impactos negativos durante a gestação.

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