Oncofertilidade ajuda pacientes com câncer a terem filhos


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Descubra como a oncofertilidade pode auxiliar pacientes com câncer a terem filhos | Mater Prime

Para reverter os danos causados ao aparelho reprodutivo pelos tratamentos feitos ao câncer, como quimio e radioterapia, nasceu a oncofertilidade: uma subespecialidade médica que cuida da fertilidade dos pacientes com a doença. Os tratamentos contra o câncer podem induzir à menopausa precoce e a infertilidade em mulheres em idade reprodutiva.

A preocupação com os pacientes e não apenas com a doença é primordial para a sua qualidade de vida. "É vital a integração da equipe médica para poder oferecer o que há de melhor para os pacientes. Além disso, exercer uma medicina diferenciada e saber ouvir os desejos, os sonhos e as angustias dos pacientes", completa Dr. Iúri.
Segundo dados do Inca, em 2012 são esperados 520 mil novos casos de câncer no país. No Brasil os cânceres de mama e próstata são os que mais crescem em todas as faixas etárias, sendo que 8% ocorrem antes dos 40 anos de idade.

 

Como funciona a oncofertilidade ou preservação da fertilidade?

Antes de passar pelo procedimento, a mulher precisa fazer uma série de exames preliminares, como avaliação de reserva funcional dos ovários, dosagem do hormônio folículo estimulante (FSH) e ultrassom transvaginal para contagem de folículos antrais. São obrigatórios os exames de sorologia para Hepatites B e C, HIV, VDRL e HTLV. Para que o procedimento seja feito, a mulher deve passar por uma estimulação ovariana, feita com hormônios, para produzir mais óvulos.

A retirada dos óvulos é realizada com uma agulha acoplada ao transdutor do aparelho de ultrassom, via vaginal, fazendo punções no ovário. A estimulação ovariana deve ser realizada logo após a cirurgia e imediatamente antes da quimioterapia. O procedimento dura, no máximo, 10 dias e não compromete de forma alguma o tratamento do câncer.

Com a avanço das estratégias de tratamento do câncer de mama, por exemplo, muitas mulheres jovens se curam em idade reprodutiva e ao congelarem seus óvulos poderão engravidar 2 anos após o término do tratamento. São retirados todos os óvulos produzidos pela estimulação ovariana. Logo depois, eles são levados para o laboratório, para serem congelados e armazenados.

A técnica utilizada, chamada vitrificação, consiste em mergulhar os óvulos em uma solução especial e, em seguida, fazer a imersão em nitrogênio líquido. Para preservá-los, a temperatura pode chegar a – 196°C. Com essa tecnologia, os óvulos podem ser armazenados por tempo indeterminado. O mais recomendado é que os óvulos sejam reimplantados até a idade em que a mulher entra na menopausa, entre 48 e 50 anos.

A reimplantação é feita por meio da fertilização in vitro. Os óvulos são descongelados, fertilizados e os embriões produzidos são transferidos ao útero. As taxas de sucesso variam de 20% a 40% dos casos, com maior probabilidade de gravidez se a mulher tiver até 40 anos. Caso a mulher desista de engravidar, pode doar os óvulos congelados para que eles sejam transferidos para mulheres com dificuldades de concepção.

 

Fonte: Terra



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