Quais são as vantagens de realizar o teste genético no embrião – PGS?


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Existem alguns fatores fundamentais para um tratamento de reprodução humana dar certo, assim como em uma gravidez natural. Dentre eles, a qualidade do embrião é um dos fatores que mais influencia a chance de sucesso da gravidez. A qualidade do embrião está diretamente ligada à capacidade implantacional dele, que, por sua vez, depende diretamente da qualidade dos gametas que o formaram.

Para a formação de um embrião é preciso que ocorra a fecundação do gameta masculino (espermatozoide) no gameta feminino (óvulo). Contudo, em alguns casos, esses gametas podem apresentar alterações nos cromossomos, formando embriões chamados de aneuploides, que podem originar embriões com síndromes cromossômicas, tais como a Síndrome de Down, Patau, Edwards etc. ou formar embriões inviáveis para gravidez, como ocorre na maioria das vezes, resultando em abortos espontâneos.

A fim de identificar alterações cromossômicas do embrião, antes que ele seja transferido ao útero da mãe, muitos casais optam por realizar um teste genético no embrião, chamado de PGS.

FIV com PGS

O que é o teste genético do embrião – PGS?

O PGS – Preimplantation Genetic Screening ou, como é chamado pelos especialistas em reprodução humana do Brasil, Rastreamento Genético Pré-implantacional permite realizar análises genéticas dos embriões, a fim de identificar anormalidades no número ou na estrutura dos cromossomos e selecionar apenas os embriões cromossomicamente “normais” antes que eles sejam transferidos ao útero materno.

Para realizar o exame é feita uma biópsia de células extraídas do material genético do embrião, que passa por exames de biologia molecular. A partir de uma tecnologia chamada Hibridização Genômica Comparativa por Análise de Microarrays (aCGH), que permite avaliar todos os 24 tipos de cromossomos, é possível selecionar os embriões saudáveis, portanto, os que não apresentam riscos de aneuploidias.

Vale lembrar que existe um outro teste genético que pode identificar doenças genéticas específicas, chamado de diagnóstico genético pré-implantacional, ou PGD – Preimplantation Genetic Diagnosis, que pode analisar mutações de genes específicos que possam ser transmitidos dos pais para os filhos. Esse teste, diferente do screening genético que investiga a estrutura dos cromossomos, objetiva que os embriões transferidos ao útero não apresentem o alterações no gene investigado.    

Quando o teste PGS é indicado?

Ele é indicado para alguns casais que realizam a fertilização in vitro e apresentam chances aumentadas de falhas de tratamento devido a alterações cromossômicas. Vale lembrar que uma das principais causas para a formação de embriões com alterações cromossômicas é a idade feminina avançada. Entenda melhor a relação:

risco de aneuploidia

Além disso, existem outras condições nas quais os especialistas em reprodução humana orientam que o casal realize o teste genético do embrião, tais como:

  • Casais com histórico de abortamento recorrente;
  • Casais que possuem histórico de aborto espontâneo com alterações de cariótipo de um dos pais;
  • Casais em que a mulher tenha idade materna avançada;
  • Casais que desejam realizar a transferência de embrião único e só desejem manter congelados embriões geneticamente normais.

No entanto, o teste genético do embrião pode ser realizado por qualquer casal que realizou um tratamento de reprodução humana e deseja uma análise cromossômica do embrião antes da transferência ao útero.

Quais vantagens o PGS traz a um tratamento de reprodução humana?

Realizar o teste genético do embrião antes de transferi-lo ao útero é muito vantajoso para evitar que o tratamento de FIV dê errado, visto que é a análise mais eficiente para detectar embriões formados com anomalias cromossômicas. Dessa maneira, evita-se transferir embriões aneuplóides ao útero e, consequentemente, falhas de tratamento decorrentes dessa alteração.

Caso um casal que esteja realizando um tratamento de fertilização in vitro tenha o interesse em fazer uma avaliação genética do embrião antes de transferi-lo para o útero da mãe, é indispensável informar esse desejo ao especialista em reprodução assistida. O profissional irá avaliar a necessidade e orientar da melhor maneira.

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