Implantação do embrião no útero: por que não consigo engravidar?


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Implantação do embrião no útero | Mater Prime

Para que uma gravidez ocorra, todas as etapas envolvidas no processo devem trabalhar perfeitamente: ovários, trompas e útero tem que fazer seu trabalho de forma correta e ordenada. A hipófise também é uma parte importante, ela é responsável pela liberação de hormônios essenciais ao processo.

Ter a liberação adequada dos hormônios envolvidos, liberar o óvulo e esse ser conduzido livremente até o útero de nada adiantará se houver alguma dificuldade de implantação do embrião no endométrio.

Para que a ovulação seja adequada, é fundamental uma produção bem harmônica de todos os hormônios envolvidos no processo. A hipófise deverá produzir adequadamente os hormônios FSH e LH, enquanto que os ovários devem produzir adequadamente o estradiol e a progesterona.

Porém, de nada adianta uma ovulação adequada e tubas em perfeitas condições se a cavidade uterina não está em condições ideais para a implantação do embrião gerado.

Para a avaliação da cavidade uterina, o exame mais indicado é a histeroscopia. Através desse exame, é possível avaliar se há alguma anomalia que dificulta a implantação. As alterações mais comuns são os miomas submucosos, pólipos endometriais ,sinéquias e endometrite.

A endometrite é a inflamação do endométrio e pode ser consequência de infecções genitais não tratadas.

Outro empecilho é ausência de algumas proteínas do endométrio que auxiliam a implantação do embrião, facilitando esse processo. Através de pesquisas, já foram encontradas mais de 50 proteínas, porém as mais comuns são a Claudina – 4 e LIF  fator inibidor da leucemia ou fator essencial para implantação). Quando encontradas em níveis anormais, a implantação fica prejudicada. Não chega a impossibilitar a implantação, mas reduz as chances de sucesso. Atualmente, esses exames ainda não estão disponíveis para pesquisas de rotina e são indicados em casos selecionados.

A espessura do endométrio é um fator crucial para o sucesso da implantação do embrião. Em casos de endométrio “fino”, principalmente após indução de ovulação, estão indicados o uso de estradiol,o ácido acetil-salísilico, heparina e mais recentemente o sildenafil. Essas medicações devem ser usadas com critérios após avaliação médica.

Outra alteração responsável por diminuição da implantação do embrião no endométrio é a hidrossalpinge, processo inflamatório que dilata as trompas e provoca a formação de conteúdo líquido no seu interior, prejudica o ambiente uterino, dificulta a implantação dos embriões e aumenta a incidência de abortos precoces. A retirada da trompa (salpingectomia) afetada aumenta significativamente as taxas de gravidez, pois o conteúdo que neles existiam e que provavelmente refluiam para o interior do útero impedindo a gravidez, deixa de existir. O diagnóstico de hidrossalpinge pode ser feito pelo ultra-som,e pela videolaparoscopia. A histerossalpingografia evidencia tubas dilatadas e na presença de hidrossalpinge aumenta o risco de infecção após o exame.

Outro motivo pouco conhecido é a dificuldade do embrião se libertar, sair da membrana que o envolve para só então conseguir se fixar no endométrio. Em casos de reprodução assistida como a fertilização in vitro, é possível utilizar uma técnica chamada assisted hatching, que consiste basicamente em fazer um pequeno orifício nessa membrana, facilitando a saída do ovo fecundado.

Enfim, muitos fatores estão envolvidos na implantação do embrião no endométrio e uma avaliação global de cada caso é fundamental para o sucesso do tratamento.



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