Qual a diferença entre a FIV e a Mini-FIV?


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A Mini-FIV (mini fertilização in vitro) é uma técnica de reprodução assistida recente, desenvolvida pelo médico Osmau Kato, que utiliza doses menores de medicações, focando apenas na qualidade e não na quantidade de embriões gerados a partir da MEO – mínima estimulação ovariana. Devido a isso, é um tratamento de reprodução humana mais acessível.

As principais diferenças entre a fertilização in vitro (FIV) convencional e a Mini-FIV são:

  • Estimulação ovariana reduzida: na FIV, o especialista orienta a administração de medicamentos hormonais com o objetivo de estimular e controlar a produção ovariana, geralmente realizada por meio de injeções diárias. A Mini-FIV aproveita as taxas hormonais e o ciclo menstrual natural da paciente para promover o estímulo, com o auxílio de alguns medicamentos e poucas injeções apenas, que são reguladas de acordo com a resposta que o organismo de cada paciente apresenta às medicações;
  • Sem embriões excedentes: devido às altas doses hormonais, os tratamentos de FIV convencionais geram um número alto de óvulos e embriões, sendo possível realizar a doação ou o congelamento . Já a técnica de Mini-FIV não resulta em embriões excedentes, sendo assim todos os embriões provenientes da MEO são transferidos ao útero da futura mãe.
  • Mais acessível: devido ter redução de medicamentos hormonais, e ausência de custos com congelamento de embriões excedentes, o custo da Mini-FIV acaba sendo reduzido.

Além disso, a técnica ainda apresenta outras vantagens ao casal que opta ou é orientado a realizar o tratamento.

FIV e Mini-FIV

Quais as vantagens da Mini-FIV?

Além das menores doses hormonais e de não gerar embriões excedentes, visto que a mínima estimulação ovariana gera entre 1 e 4 óvulos, a mini fertilização in vitro ainda possui outros benefícios, tais como:

  • A redução dos efeitos colaterais comuns em tratamentos de reprodução humana de alta complexidade, devido à redução dos medicamentos e hormônios orientados pelos médicos especialistas em reprodução humana para a estimulação da produção de folículos ovarianos. Mulheres que realizam tratamento de FIV convencional podem apresentar efeitos colaterais, como inchaço abdominal, retenção de líquido, além de alterações de humor. Para pacientes com baixa reserva ovariana, a Mini-FIV pode apresentar boas taxas de gestação e muitas vezes superiores às taxas de gestação da FIV convencional, por permitir um nível hormonal mais próximo ao fisiológico.
  • Redução do investimento em um tratamento de reprodução humana de alta complexidade, visto que o custo com os medicamentos será menor, a quantidade de embriões transferidos é reduzida, diminuindo o risco de gestação múltipla e as complicações da gestação gemelar.

A Mini-FIV é uma excelente alternativa de tratamento para as mulheres que já fizeram a FIV convencional e não obtiveram muitos óvulos devido à baixa reserva ovariana. Para as mulheres mais jovens e as que apresentam boa reserva independentemente da idade, a FIV convencional ainda é a melhor opção de tratamento. Quando há uma quantidade maior de óvulos disponíveis, maior é a chance de ter embriões e dos embriões gerados, maior chance de embriões de qualidade. Nos casos em que não é possível a obtenção de um número maior de óvulos, a Mini-FIV apresenta melhores taxas de gestação justamente pela maior qualidade dos óvulos e consequentemente do embrião gerado.

É essencial lembrar que apenas um médico especialista em reprodução assistida, após realizar uma série de análises dos exames solicitados para avaliar o potencial fértil do casal, poderá indicar o melhor tratamento para infertilidade, seja ela causada por motivos femininos ou masculinos.

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