Quando o teste ERA é indicado?


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O teste ERAEndometrial Receptivity Array é um diagnóstico endometrial inovador, que permite identificar o período no qual o endométrio da mulher está mais receptivo à implantação do  embrião, conhecido entre os especialistas de reprodução humana como janela implantacional. Esse teste consegue avaliar o perfil de expressão dos genes responsáveis pela receptividade do endométrio ao embrião, classificando o endométrio como pré-receptivo (ainda não está preparado para receber o embrião), receptivo ou pós-receptivo (endométrio já passou da janela de implantação e não é mais favorável para a transferência). Para realiza-lo, basta realizar um preparo endometrial, como se fosse receber embrião congelado, só que ao invés da transferência do embrião, é realizada uma biópsia do endométrio com envio do material para análise da expressão gênica. Dessa forma, o ERA pode aumentar as chances de gravidez durante um tratamento de FIV.

Teste ERA

Antes de explicar a importância do teste ERA para a avaliação de receptividade endometrial, é importante compreender que, para que uma gravidez ocorra, independentemente de ser natural ou por meio de tratamentos de reprodução humana, são necessárias algumas condições importantes. É necessário ter um embrião de boa qualidade, sem alterações cromossômicas, e um endométrio receptivo, formado através de níveis hormonais adequados. Caso contrário, não ocorre a interação entre o embrião e o endométrio e, consequentemente, a gravidez.

A diferença básica entre a gravidez natural e a concebida por meio de fertilização in vitro é que, numa gestação espontânea, o embrião formado pela fecundação do óvulo com o espermatozoide é transportado até o útero por meio da trompa uterina e seus movimentos ciliares (movimentos dos cílios da trompa que carregam o embrião até o útero). Durante a fertilização in vitro, por sua vez, os embriões resultantes da fertilização realizada em laboratório são transferidos ao útero da mãe quando se encontram em uma fase favorável, normalmente em fase de blastocisto (embrião de 5 dias, aproximadamente).

Após a ovulação, o ovário começa a produzir maiores quantidades de progesterona. Esse hormônio é responsável por mudar a característica do endométrio, que passa a ter maior quantidade de glândulas e vasos sanguíneos. Para que a implantação ocorra adequadamente, em torno do sétimo dia após a ovulação, a produção de progesterona deve ocorrer der maneira sincronizada com a fase de desenvolvimento do embrião. O período no qual o endométrio está receptivo a implantação do embrião é chamado de janela implantacional e dura cerca de 24 a 48 horas. Se um embrião chegar ao endométrio ou for transferido durante a fertilização in vitro em um período fora da janela implantacional (seja antes ou depois) não ocorre a implantação. O teste ERA é, então, recomendado para avaliar a receptividade endometrial, principalmente em casos específicos, em que haja suspeita que a janela implantacional pode estar deslocada, diminuindo assim as chances de gravidez.

Em quais casos o teste ERA é indicado?

Na maioria dos casos, a janela implantacional da mulher apresenta um padrão e, mesmo nos casos de tratamentos de fertilização in vitro, esse período é simulado por meio da administração da progesterona. Dessa forma, o endométrio permanece sob o efeito da progesterona por cerca de três dias, permitindo a transferência de embriões D3, ou cinco/seis dias, para a transferência de blastocistos D5 ou D6.

No entanto, existem casos nos quais a mulher apresenta um deslocamento da janela implantacional, fazendo com que os embriões transferidos na fase considerada como mais adequada para o caso não consigam se implantar, definindo assim uma falha de implantação. Para esses casos o teste ERA é fundamental, visto que ele indica o período no qual o endométrio estará mais receptivo, auxiliando no dia ideal para a transferência de embriões.

O teste ERA ainda está em teste para confirmarem se ele pode ser realizado em todas as pacientes que realizam um tratamento de fertilização in vitro, mas ele já é altamente recomendado casais que possuem histórico de falhas de implantação durante tratamentos anteriores (ao menos dois episódios prévios).

De forma geral, a fase ideal de transferência de embriões blastocistos é entre o 5º e o 6º dia após a ovulação. O teste ERA permite detectar a necessidade de o especialista em reprodução humana personalizar a simulação da janela implantacional da paciente durante a FIV.

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