Como funciona a reprodução humana para lésbicas?


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reprodução humana para lesbicas

O desejo da maternidade pode envolver mulheres independentemente da orientação sexual, o que levou a possibilidade de realizar tratamentos de reprodução humana para lésbicas de forma que esses casais também pudessem concretizar o sonho de ser mãe. Atualmente, procedimentos de fertilidade podem ser realizados independentemente da orientação sexual do casal.

Antes de iniciar um tratamento do tipo é importante que as mulheres interessadas estejam cientes de quais etapas envolvem esse tipo de recurso e quais procedimentos podem ser realizados. Diferentemente dos homens gays que só podem optar pela fertilização in vitro, as mulheres podem escolher tanto esse procedimento quanto a inseminação artificial.

Conheça a seguir um pouco mais de cada um dos dois tratamentos.

FIV na reprodução humana para lésbicas

A fertilização in vitro é um procedimento de reprodução humana possível para casais homoafetivos que desejam uma gestação compartilhada, ou seja, ambas as parceiras participam de etapas de forma que as duas façam parte da fecundação ou gestação do bebê.

Nesse tipo de tratamento é possível que seja usado o óvulo de uma parceira e a gestação seja mantida pela companheira, de forma que as duas participem. Também é possível que tanto o material genético como a gravidez envolvam apenas uma das mulheres. A escolha pode ser feita pelo casal considerando desejo pessoal e fatores de saúde de cada uma.

Para dar início ao tratamento é necessário receber a doação de espermatozoide que pode ser feita por meio de um banco de esperma. No Brasil, o procedimento só pode ser realizado com a doação anônima, de forma de conhecidos ou parentes não podem ser os doadores e a identidade não pode ser conhecida pelas receptoras.

Assim, após selecionar um doador anônimo, uma das parceiras é submetida à estimulação ovariana para que amadureçam mais óvulos do que em um ciclo menstrual normal. Após maduros eles são coletados e fecundados com os espermatozoides doados em laboratório. Os embriões gerados são transferidos para o útero da outra parceira, que passou por um preparo para tornar o útero mais receptivo e preparado para a implantação do embrião.

Ressalta-se que o Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamenta a quantidade de embriões que podem ser transferidos de acordo com a idade da doadora dos óvulos. Assim, quando ela possui até 35 anos são dois embriões, entre 36 e 39 anos três e a partir de 40 anos quatro embriões que podem ser transferidos para o útero da receptora.

Após esses procedimentos, a confirmação da gestação é realizada por exame de urina ou de sangue e o acompanhamento pré-natal é normal, levando em consideração a saúde da gestante.

Inseminação artificial

No caso da reprodução humana para lésbicas também se pode optar pela inseminação artificial em casos que apenas uma das parceiras vai ceder os óvulos e gestar o bebê. Assim, nesses casos, a mulher pode ou não receber o estímulo ovariano e o espermatozoide do doador é inserido diretamente na cavidade uterina para que ocorra uma fecundação natural.

A inseminação artificial é um procedimento mais simples que a FIV e envolve menos processos, entretanto, apenas uma das parceiras participa da concepção e gestação.

A escolha sobre qual o procedimento mais adequado deve considerar as indicações do especialista em reprodução assistida, a saúde e idade das pacientes e o desejo de cada uma de participar do processo. Assim, a reprodução humana para lésbicas torna-se um tratamento mais seguro e tranquilo para as envolvidas.



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