Sangramento no início da gravidez nem sempre indica aborto, explica clínica de reprodução


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Sangramento na gravidez

O sangramento no início da gestação é um fator que gera muitas dúvidas nas mulheres e, sem dúvida, acompanha sentimentos de angústia e apreensão. Casais que realizam tratamentos de infertilidade, como a fertilização in Vitro, também estão entre os que mais possuem dúvidas sobre o tema, visto que já vêm de um longo processo de tentativas de gerar um filho.

 

As incertezas são tantas que saber que entre 20 e 40% das gestantes apresentam pelo menos um caso de sangramento vaginal no primeiro trimestre de gravidez pode impressionar. Em muitos desses casos, o sangramento não está relacionado a problemas para a gestante ou o feto, mas deve-se procurar um obstetra de confiança ou o especialista em reprodução humana.

 

Entre situações que podem explicar o sangramento no início da gravidez, estão:

  • Implantação do óvulo fecundado no útero;
  • Variações hormonais;
  • Lesões ou feridas na vulva, vagina ou útero;
  • Abortamento;
  • Ameaça de abortamento;
  • Gravidez ectópica.

Identificar as causas do sangramento

Principalmente em casos de mulheres que já tiveram dois ou mais casos de aborto o sangramento pode ser um indício de uma condição de aborto de repetição. A procura de um especialista em reprodução humana é essencial, caso essa condição se confirme.

 

É necessário identificar a origem do sangramento para que um diagnóstico e realização do tratamento adequado.

 

Existem alguns casos que podem ser identificados, entre eles estão:

  • Sangramento subcoriônico: ocorre entre a parede uterina e a membrana externa da bolsa, chamada de córion. Essa condição pode ser um indício de casos de abortamento espontâneo, descolamento prematuro da placenta ou parto prematuro. O hematoma subcoriônico ocorre em até 30% das gestações e considerado como uma ameaça de aborto.

Para identificar esse problema, é indicado que a gestante realize uma ultrassonografia transvaginal. Com esse exame será possível identificar a extensão dos hematomas subcoriônicos em relação ao tamanho do saco gestacional. Os passos seguintes irão depender do tamanho dos hematomas que podem ser considerados pequenos, médios ou grandes. No entanto, todos eles devem ser conduzidos com máxima atenção e cuidado por parte do profissional responsável e pela gestante. Repouso absoluto e em alguns casos o uso de progesterona estão entre os tratamentos indicados.

  • Ectrópio do colo do útero: essa condição não está relacionada com abortamento e deverá cessar naturalmente em poucos dias, por ser um sangramento apenas do colo uterino. O ectrópio tem relação com a produção hormonal e pode acontecer após relações sexuais, com a formação de pequenas erosões, mas tende a ser indolor.
  • Lesões da vagina e do colo: outra causa de sangramento neste período podem ser as infecções ou inflamações genitais. Neste caso um exame ginecológico dará condições para que o médico faça o diagnóstico e indique o tratamento mais adequado.
  • Gestação ectópica: um dos casos mais graves de sangramento no início da gravidez é quando é identificada a gestação ectópica, que ocorre quando o embrião se implanta fora da cavidade endometrial, normalmente nas trompas. O sangramento pode ser pequeno e nos casos de ruptura da tuba uterina, a dor pélvica é importante, sendo considerado uma emergência obstétrica.

Como agir após sangramento na gravidez?

Inicialmente é importante a gestante ter calma e lembrar que, em média, uma em cada três mulheres apresentam sangramento no início da gravidez e que nem sempre este quadro evolui para um abortamento. Após identificar o sangramento a gestante deve imediatamente ligar para o médico que acompanha o pré-natal. Caso esse sangramento esteja acompanhado de dor, é indicado que a mulher procure uma unidade de saúde ou serviço médico de urgência.

 

Nos casos de ameaça de abortamento, o sangramento é pequeno, escuro ,indolor ou com pouca dor. Já nos casos mais graves, o sangramento é mais intenso, vermelho vivo e quase sempre acompanhado de dor abdominal. Para mulheres com quadro de aborto de repetição é indicado procurar uma clínica de reprodução humana antes de tentar novamente a gestação, caso o aborto se confirme em mais de duas tentativas. Um especialista poderá indicar um tratamento mais específico para o caso, aumentando consideravelmente as chances de sucesso. Nos casos de aborto de repetição uma possibilidade pode ser a fertilização in vitro com análise genética dos embriões, além de tratamentos de possíveis doenças auto imunes e trombofilias, além de malformações do útero, infecções e outras causas de aborto de repetição.

 

Caso o sangramento apareça após um tratamento de reprodução assistida, o especialista responsável deve ser imediatamente contatado para avaliar as possíveis causas e dar as primeiras instruções para a gestante.

 

Se o sangramento ocorrer após os três primeiros meses de gestação, outras situações podem ser consideradas. Após a segunda metade da gestação, a inserção baixa de placenta e o descolamento prematuro de placenta são as causas mais comuns.



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