Segunda tentativa de FIV


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Existem diversas causas que podem ocasionar falha em um tratamento de FIV. Assim como em uma gestação natural, para ocorrer a gravidez em um tratamento de reprodução humana, algumas condições precisam ocorrer. Quando elas não acontecem, a FIV pode falhar, fazendo com que o casal passe a considerar uma segunda tentativa do tratamento.

O principal fator que leva uma FIV a não ser bem-sucedida é a falha da implantação do embrião. Tanto em um tratamento de reprodução assistida como em uma gravidez espontânea, existem condições relacionadas à qualidade do embrião e à receptividade do endométrio que permitem que a implantação do embrião aconteça.

Para que um embrião seja capaz de se implantar no endométrio, ele não pode apresentar alterações cromossômicas (aneuploidias). Quando um embrião aneuploide chega à cavidade uterina, por não conseguir se implantar, ocorre um aborto espontâneo. Contudo, caso esse embrião com modificações genéticas consiga se implantar, ele pode gerar uma criança com algum tipo de síndrome genética (Down, Edwards, entre outras), o que pode aumentar o risco de abortamento no primeiro trimestre gestacional.

Por outro lado, o endométrio da paciente precisa estar receptivo ao embrião que será transferido à cavidade uterina. A camada interna do útero possui um período no qual as taxas hormonais são mais favoráveis à implantação do embrião, conhecida como janela implantacional. Para que a gestação ocorra, é preciso que o embrião seja transferido ao útero dentro desse período.

Devido essa junção de fatores necessários, uma fertilização in vitro pode não dar certo na primeira tentativa, sendo indicado realizar novamente o procedimento para ter sucesso e o casal conseguir engravidar.

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Quando realizar outra tentativa de FIV?

Quando ocorre uma falha de implantação, é necessário investigar o que levou a falha do procedimento. Para isso, é possível que o especialista oriente uma análise mais profunda do casal, a fim de identificar possíveis alterações que levaram à falha antes de submeter a uma nova tentativa de fertilização in vitro.

É preciso considerar, também, que alguns fatores são mais favoráveis a falhas de implantação, tais como:

  • Idade da mulher;
  • Qualidade dos gametas masculinos (espermatozoides);
  • Condições atuais dos gametas femininos (óvulos).

A idade da mulher é muito importante, pois, a partir dos 35 anos, a reserva ovariana sofre maior queda. Além disso, a redução do ciclo de ovulação pode levar à formação de óvulos com defeitos cromossômicos, o que favorece o desenvolvimento de embriões aneuploides, caso esse óvulo seja fecundado.

Os gametas masculinos também precisam estar em perfeitas condições cromossômicas para que o embrião formado tenha estruturas de DNA normais, o que também pode ser impactado pela idade do parceiro ou outras condições que afetam a qualidade do espermatozoide.

Existem casos, no entanto, que a mulher possui um desvio da janela implantacional, ou seja, o especialista identifica que o período mais favorável à transferência dos embriões originados pela fertilização in vitro é diferente do que o da maioria das mulheres.

Descoberta a possível causa que levou à falha da primeira FIV, a segunda tentativa do tratamento pode ser realizada assim que as taxas hormonais da paciente se normalizarem, o que costuma ocorrer em cerca de um ciclo menstrual. Contudo, apenas um especialista em reprodução humana poderá confirmar o período ideal que o casal deve aguardar para uma segunda tentativa, visto que as condições hormonais podem variar a cada caso.

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