Tratamento de sinéquia uterina


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A infertilidade atinge um a cada cinco casais, sendo necessário realizar o tratamento adequado com um especialista em reprodução humana visando diagnosticar corretamente a causa de infertilidade. Um dos problemas que podem estar associados com a dificuldade de engravidar é a sinéquia uterina.

A seguir conheça o que é a sinéquia uterina, como diagnosticá-la e tratá-la corretamente.

O que é sinéquia uterina?

As sinéquias uterinas são aderências encontradas dentro do útero, com aspecto semelhante ao de cicatrizes. Elas podem ser causadas por agressões ao endométrio, infecções uterinas e outras causas. O problema é classificado em três estágios:

  • com aderências leves, quando as membranas são formadas, total ou parcialmente, por tecido endometrial;
  • com aderências moderadas, nos casos em que são formadas por tecido fibromuscular revestido por endométrio, podendo obstruir de formal parcial ou total a cavidade uterina;
  • com aderências graves, quando compostas por tecido conectivo denso, sendo a obstrução da cavidade uterina parcial ou total.

Apenas o ginecologista poderá determinar a gravidade da sinéquia após exames mais específicos.

Causas e diagnóstico de sinéquia uterina

As causas de sinéquia uterina são variadas, sendo que o fato de ser assintomática pode retardar o diagnóstico. Em casos nos quais a sinéquia está localizada perto do canal cervical pode impedir a saída da menstruação e assim gerar fortes cólicas.

Por serem agressões na região interna do útero, elas podem surgir em situações como:

  • curetagens (como na pós-aborto);
  • endometrites;
  • cirurgias intrauterinas (retirada de miomas e pólipos, por exemplo);
  • radioterapias;
  • cesariana;
  • infecções uterinas mal tratadas.

Ainda que sejam assintomáticas, algumas ocorrências podem exigir uma investigação ginecológica mais profunda para viabilizar o diagnóstico do problema. Entre as situações que podem motivar a realização de exames, estão:

  • distúrbios menstruais recorrentes, como fluxo diminuído, amenorreia ou hipomenorreia;
  • infertilidade;
  • aborto de repetição.

Caso alguns desses indícios ocorram, procurar um ginecologista para realizar o diagnóstico correto por meio de exames torna-se essencial. Entre os exames que podem ser solicitados pelo profissional estão:

  • ultrassonografia;
  • histerossalpingografia;
  • histeroscopia.

Os exames permitem que além de confirmar a condição, sejam identificadas a extensão e localização, viabilizando o tratamento mais adequado para o caso.

Como tratar?

As sinéquias uterinas podem ter um tratamento simples ou complexo. A opção levará em conta a gravidade, intensidade e profundidade da ocorrência, sendo realizada pelo profissional responsável de acordo com o quadro clínico da paciente.

Tratamento simples

Nos casos considerados simples, as aderências que devem ser tratadas estarão mais visíveis, sendo possível iniciar o tratamento no consultório médico por meio da histeroscopia. Quando as sinéquias têm espessuras mais finas, os resultados obtidos posteriormente são bastante satisfatórios, minimizando ou eliminando os desconfortos ou sintomas relacionados com a ocorrência.

Tratamento complexo

São considerados tratamentos complexos aqueles que possuem risco de gerar uma lesão no útero. Nesses casos, indica-se que o procedimento seja realizado em ambiente hospitalar adequado. O ginecologista pode optar pelo uso conjunto do laparoscópio e do histeroscópio.

Quando as sinéquias são mais graves, o sucesso do procedimento poderá ser afetado, restringindo os resultados obtidos. Por exemplo, quando associadas à síndrome de Asherman, ainda que o diagnóstico seja precoce devido à extensão, elas dificilmente apresentarão um tratamento definitivo.

Nesses casos mais graves, o tratamento consiste, muitas vezes, em retomar a forma e tamanho normais da cavidade uterina, além de devolver ao endométrio a função original. O objetivo é que a cavidade possa comportar uma gestação, entretanto, esse ideal nem sempre é possível.

A cirurgia para tratamento da sinéquia uterina é de aproximadamente 30 minutos, sendo possível que a paciente tenha alta médica no mesmo dia, de acordo com a recuperação apresentada.

Caso apresente algum dos sintomas apresentados, indica-se que a paciente procure um ginecologista que possa realizar os exames necessários para diagnosticar a sinéquia uterina.

 

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