Tratamentos de reprodução humana para casais sorodiscordantes


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São chamados de casais sorodiscordantes aqueles nos quais ao menos um dos parceiros é portador de doenças infectocontagiosas. Devido aos avanços da medicina, por meio de tratamentos de reprodução humana assistida, é possível que esses casais construam uma família saudável.

As enfermidades infectocontagiosas podem ser transmitidas por meio de relações sexuais, portanto os casais não devem abrir mão do uso de preservativos, o que impede a concepção de uma gravidez por meios naturais. Devido a isso, ao decidirem ter filhos, esses casais devem recorrer a um tratamento de reprodução assistida, evitando o contágio do parceiro.

Essas doenças são causadas, principalmente, pelos seguintes vírus:

  • HCV: transmissor da Hepatite C;
  • HIV: causador da aids, e
  • HTLV: responsável por doenças degenerativas do sistema neurológico.

Todos transmissíveis por meio de relação sexual ou de maneira vertical (de mãe para filho).

tratamentos de reproducao humana para casais sorodiscordantesQuais problemas de reprodução humana esses casais podem enfrentar?

Dependendo de quem é o portador da doença, o tratamento de reprodução humana e a gestação podem exigir cuidados especiais. Existem três cenários possíveis para os casais sorodiscordantes e, consequentemente, diferentes técnicas de tratamento para cada um. São eles:

  • O homem é portador da doença: é o caso mais simples em que uma técnica de processamento dos espermatozoides, conhecida como dupla lavagem de esperma, é acrescentada ao tratamento de fertilização in vitro, eliminando o vírus do material genético masculino e contaminação da parceira, garantindo uma gestação saudável.
  • A mulher é portadora da enfermidade: para esse caso, o quadro clínico da mulher pode ser limitante e ela precisa da autorização do infectologista para engravidar. Se as condições espermáticas do parceiro forem normais e a mulher apresentar potencial fértil, uma inseminação artificial possui grandes chances de dar certo. Contudo, deve ser evitado o parto normal e, posteriormente, a amamentação, a fim de impedir a transmissão vertical à criança, a depender da carga viral da gestante Além disso, é necessário o acompanhamento do casal e da infância da criança por um infectologista.
  • Ambos portadores de doenças infectocontagiosas: a realização do tratamento deve levar em consideração as condições de saúde da mulher, visto que ela irá gerar a criança. O infectologista deve autorizar e acompanhar a gestação. E, tratando-se do HIV, deve ser avaliada também a sorodiscordância entre os vírus coexistentes nos parceiros.

É importante ressaltar que as infecções virais também impactam na qualidade dos espermatozoides e óvulos bem como nas taxas de fertilização de homens e mulheres. Portanto, além de uma maneira de evitar a transmissão entre parceiros, os tratamentos de reprodução humana representam uma alternativa da realização do sonho desses casais de serem pais e terem herdeiros saudáveis.



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