Assisted-Hatching

assisted hatching facilita a implantação do embrião no útero

O Assisted-Hatching é uma técnica que visa aumentar as chances de implantação do embrião em alguns casos de fertilização in vitro. A realização da FIV envolve diferentes procedimentos, como: a indução da ovulação, coleta dos óvulos e dos espermatozoides, fertilização (por meio de cultura conjunta dos óvulos com espermatozóides ou pela injeção intracitoplasmática de espermatozóides – ICSI), transferência do embrião e teste de gravidez. Todo esse processo pode levar cerca de 25 dias.

Infelizmente, em alguns casos, a transferência de embriões de boa qualidade não gera a gravidez. Um dos fatores que podem influenciar essa falha de implantação do embrião pode estar relacionada a uma maior dificuldade do embrião romper a zona pelúcida, película que envolve o embrião nos primeiros dias após a fertilização.

O processo no qual o embrião rompe a zona pelúcida é chamado de hatching. Quando ocorre a concepção natural, o hatching ocorre após o embrião percorrer toda a trompa e chegar no útero, normalmente entre o quinto ou sexto dia após a fertilização.

Sendo assim, o Assisted-Hatching consiste na técnica de rotura assistida da zona pelúcida, facilitando a saída do embrião e a implantação do mesmo no útero. O procedimento é indicado principalmente para os seguintes casos:

  • Idade materna elevada;
  • Níveis basais de FSH elevados;
  • Endometriose;
  • Embriões com zona pelúcida espessa;
  • Falhas repetidas de implantação em ciclos anteriores de Fertilização in vitro;
  • Divisões celulares reduzidas ou excesso de fragmentação.

A escolha pelo Assisted-Hatching pode ser previamente decidida pelo profissional especializado em reprodução humana devido um dos fatores apresentados acima ou caso a equipe de embriologistas identifique uma zona pelúcida espessa no embrião antes da transferência, indicando a realização do procedimento para aumentar as chances de sucesso do tratamento.

assisted hatching

Técnicas de Assisted-Hatching

A técnica de hatching foi descrita pela primeira vez em 1991, o que demonstra que estudos sobre o tema são relativamente recentes. Vale lembrar que mesmo que aproximadamente 50% dos embriões humanos sejam considerados geneticamente normais (dependendo principalmente da idade materna), a taxa de implantação varia aproximadamente entre 20% e 40%. Diversas causas podem estar relacionadas a redução da taxa de implantação, sendo o processo do hatching um dos que merece investigação.

Ao longo dos quase 25 anos de estudo sobre o tema três técnicas foram desenvolvidas para realização do hatching:

  • Método mecânico:

O método mecânico ou dissecção parcial da zona (PZD) foi o primeiro a ser desenvolvido e consiste na abertura de um pequeno orifício feito mecanicamente com o auxílio de uma micro agulha. O tamanho adequado do furo na zona pelúcida é uma das principais dificuldades dessa técnica.

  • Método químico:

A segunda técnica utilizada no Assisted-Hatching, conhecida como método químico, consiste no uso de ácido acético de Tyrode.

  • Método a laser:

A técnica mais usada atualmente e com resultados mais precisos é a que utiliza a tecnologia a laser. Veja no vídeo abaixo como o laser é utilizado no procedimento de Assisted-Hatching:

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