Congelamento de óvulos

Congelamento de óvulos

O congelamento de óvulos não é uma técnica tão recente quanto se imagina. O primeiro caso registrado de uma gestação bem-sucedida realizada a partir de um óvulo congelado é datado de 1986. Contudo, apenas no início dos anos 2000 que o recurso foi aprimorado a ponto de garantir uma taxa de gravidez favorável e tornou-se, então, um tratamento possível de ser realizado em clínicas de reprodução humana.

Essa evolução se deu pela técnica conhecida como vitrificação, que tornou o congelamento dos óvulos mais rápido, permitindo que a célula reprodutora feminina sofra menos danos durante o procedimento. Com essa nova tecnologia, as chances de sobrevivência do óvulo ao congelamento chegam, atualmente, a 90 – 95%.

Apesar de ainda não ser muito conhecida e disseminada, os estudos já comprovaram que o congelamento é, sim, uma boa alternativa para preservar a fertilidade de mulheres que querem engravidar.

Como é o processo de congelamento de óvulos?

O procedimento completo de congelamento de óvulos pode ser dividido em alguns passos principais. São eles:

  • Indução da ovulação: Consiste na administração de hormônios, que podem ser aplicados pela própria paciente, durante um período de aproximadamente 10 dias. Esse procedimento tem como objetivo aumentar o crescimento de um número maior de folículos dentro de um mesmo ciclo menstrual, resultando na coleta de mais de um óvulo, ao contrário do que ocorre na ovulação natural;
  • Monitoramento da ovulação: Também chamada pelos especialistas em reprodução humana como controle ovulatório seriado, essa etapa visa acompanhar a eficácia dos hormônios utilizados para a indução da ovulação por meio de ultrassonografias e/ou exames de sangue, que permitem medir os folículos que se desenvolveram e prever de maneira aproximada a quantidade de óvulos que serão resultantes do procedimento de coleta;
  • Coleta dos óvulos: Cerca de 34 a 36 horas após a última aplicação hormonal orientada pelo especialista é realizada a coleta dos óvulos resultantes da indução ovariana. O procedimento, feito sob analgesia geral sem suporte ventilatório (semelhante a uma sedação), consiste em aspirar os óvulos utilizando uma pequena agulha acoplada em um aparelho de ultrassonografia (transdutor), que permite a orientação do especialista. A coleta leva aproximadamente de 10 a 15 minutos e a paciente não deve sentir nenhuma dor ou dor de leve intensidade, podendo ser liberada momentos após o procedimento;
  • Preparação para o congelamento: Após serem aspirados, os óvulos passam por substâncias chamadas de crioprotetoras, que evitam a formação de cristais de gelo durante o congelamento, preservando a qualidade da célula.
  • O óvulo, após ser coletado e devidamente preparado, é inserido em um recipiente armazenador próprio, que possui nitrogênio líquido (N2), a -196°C, em seu interior, para o congelamento e ali fica armazenado.

Quanto mais rápido for o processo de congelamento, melhor, pois as estruturas do óvulo serão menos danificadas e, consequentemente, a qualidade do gameta é preservada.

Quando o congelamento de óvulos é indicado?

O congelamento de óvulos é indicado para pacientes que possuem o desejo de engravidar futuramente, mas ainda não se consideram no momento certo para isso. No entanto, existem outras razões para uma paciente considerar o congelamento de óvulos, tais como:

Preservação da fertilidade: Alguns tratamentos oncológicos, como a radioterapia ou a quimioterapia, podem afetar a fertilidade. Nesses casos, o congelamento de óvulos é realizado antes de a mulher iniciar o tratamento contra o câncer, permitindo que ela tenha um filho biológico futuramente.

Tratamento de fertilização in vitro: Nos casos em que a coleta de espermatozoides do parceiro da paciente não resulta em um número considerado ideal para a FIV, os óvulos coletados no procedimento poderão ser congelados para aguardar uma coleta melhor de gametas masculinos. Existem também casos de mulheres que preferem congelar os óvulos excedentes resultantes da indução ovulatória que é realizada durante o tratamento de fertilização in vitro, como uma garantia para próximas gestações ou casos de falhas.

Baixa reserva ovariana: Congelar os óvulos pode ser uma opção importante para pacientes que apresentam histórico familiar de menopausa precoce e se preocupam com a possibilidade de não conseguir engravidar devido à reserva ovariana baixar mais rapidamente com o passar dos anos.

De uma maneira geral, é fundamental buscar a orientação de um especialista em reprodução humana caso esteja considerando a ideia de congelar os óvulos para engravidar futuramente, independentemente do motivo envolvido com a decisão da paciente. Apenas um profissional poderá indicar se o procedimento é realmente necessário ou viável para o caso.

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