Doação Temporária de Útero

As mulheres que não apresentam condições de gerar um filho podem se beneficiar da doação temporária de útero. Esse procedimento está indicado para as mulheres que retiraram o útero por alguma doença, mulheres que nasceram sem o útero por alguma anormalidade ou que apresentam alterações severas no útero que impossibilitam uma gestação (malformações, miomas, sinéquias, etc).

A paciente  tem seus óvulos aspirados pela técnica de fertilização in vitro e fecundados pelos espermatozóides do parceiro, sendo os embriões gerados pelo procedimento transferidos para outra mulher com o útero previamente preparado para receber os embriões e, assim, a gestação se desenvolve. A transferência do embrião no útero da doadora é um procedimento indolor e o preparo do endométrio para receber o embrião consiste na administração de hormônios em comprimidos, com poucos ou nenhum efeito colateral.

Como o material genético está no óvulo e no espermatozóide, a mãe biológica é a que possui os óvulos. Mulheres que já estão na menopausa podem ser doadoras de útero, nas quais o preparo de endométrio pode ser realizado normalmente, pois os ovários não participam desse processo.

O termo “barriga de aluguel” é erroneamente empregado, pois no Brasil é proibido qualquer relação comercial.

Segundo as diretrizes do Conselho Federal de Medicina, a doação temporária de útero só pode ser realizada entre parentes de 1º  grau ( mãe ou irmã) ou 2º grau ( tias e primas). Para casos em que não haja parentesco próximo, deve-se solicitar uma autorização do Conselho Regional de Medicina, sendo normalmente favorável. O registro civil é realizado pela mãe que não teve o parto, com acordo assinado em contrato legal.

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