ICSI

Técnicas de ICSI para fertilização masculina

A técnica de ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides), desenvolvida a partir 1992, revolucionou o tratamento da infertilidade. A partir do ICSI, milhares de homens com alterações graves no sêmen  puderam ser pais. Nos casos de infertilidade masculina grave, onde o sêmen apresenta alterações severas na quantidade e/ou na qualidade dos espermatozoides, a FIV convencional ou clássica não é possível .

No ICSI, um único espermatozóide é injetado dentro do óvulo através de uma agulha muito fina. Os espermatozóides são avaliados através de um microscópio com aumento de cerca de 400x, onde é selecionado o espermatóide com melhor motilidade e aparente morfologia normal. Desse modo, homens com sêmen com poucos espermatozóides  se beneficiam dessa técnica.

No ano de 2007 , pesquisadores israelenses demonstraram que alterações nos espermatozóides têm uma correlação com morfologias anormais e conseguiram explicar alguns casos de insucesso na  tentativa de gestação. Descobriram que quanto maior eram as alterações morfológicas, maiores eram as anormalidades genéticas nos espermatozóides e consequente menores taxas de gravidez.

Assim, foi desenvolvida a técnica de ICSI. Essa técnica é conhecida mundialmente como injeção intracitoplasmática de espermatozoides morfologicamente selecionados, onde os espermatozoides são visualizados com microscópios super potentes com aumento de até 20.000 vezes, geralmente de 6.300 vezes. Consequentemente, os espermatozóides são melhor avaliados em relação à sua morfologia e são injetados somente os melhores espermatozóides. Com o ICSI, houve aumento das taxas de gravidez e diminuição dos abortos de repetição.

Sabe-se que espermatozóides com altas taxas de fragmentação de DNA apresentam  alterações nos vacúolos existentes na cabeça dos espermatozóides. O ICSI auxilia a selecionar espermatozóides  aparentemente com vacúlos normais e teoricamente com menor taxa de fragmentação de DNA.

Assim, a ICSI está indicada nos seguintes casos:

•    Fator masculino grave;
•    Falhas de implantação de embriões;
•    Abortamentos de repetição;
•    Alta taxa de fragmentação de DNA do espermatozoide.

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